terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma história de amor...


Quem acredita em príncipes encantados?

Quem acredita no "e viveram felizes para sempre"?

Quem acredita que o amor supera tudo?

Esta totó voltou às perguntas, e estas três questões têm invadido o meu cérebro com muita frequência, para ser sincera, com frequência a mais (estarei a ficar tolinha??).

Mas adiante, estava eu no outro dia sentada no meu sofá a trabalhar e com a TV ligada (para fazer companhia), começou a dar um filme baseado num romance do Nicholas Sparks, sinceramente, não nutro grande simpatia pelo senhor (com isto não pretendo ofender ninguém), sempre achei a literatura deste senhor muito de cordel, muito cor de rosa, estilo donas de casa desesperadas dum subúrbio americano, mas bem, o filme captou a minha atenção....
Querem saber porque captou a minha atenção?
Pois bem, aqui vai, o filme fez vir à tona sentimentos e sensações que estavam perdidas no tempo, fez-me voltar a ser aquela menina que acreditava em príncipes encantados, que acreditava em finais felizes, que acreditava que o amor verdadeiro resolve tudo por magia, fez-me voltar a ser aquela menina feliz só por acreditar nestas coisas, em suma, fez-me sentir bem...
Durante cerca de duas horas ri, chorei, suspirei, envolvi-me numa história de amor que não era minha, mas principalmente sonhei, deixei-me levar na brisa leve da imaginação e mais uma vez voltei aquele mundo encantado, que só vamos quando estamos meio acordados e genuinamente felizes... Soube tão bem deixar-me ir.... Sonhar... Voltar a acreditar...
Agora pergunto, porque deixamos de acreditar? Porque perdemos aquela inocência pueril em relação ao amor?
Eu sei porquê, isso acontece com a primeira decepção, a primeira decepção de amor torna-nos oficialmente "adultos", é nesse exacto momento que deixamos de acreditar, que nos tornamos cínicos em relação às histórias de amor... Que deixamos de ter acesso ilimitado ao mundo encantado... Nesse exacto momento perdemos a inocência... E de decepção em decepção o nosso coração vai-se fechando, atrofiando, mirrando, secando...
Este filme abriu-me novamente uma pequena janela para esse mundo encantado, em que a única solução que temos é sermos felizes, pois acho sinceramente que hoje em dia temos medo de ser felizes, de acreditar, de dar o nosso coração a outra pessoa, para ela cuidar dele, temos medo de nos dar a amar, temos medo de amar... A felicidade com o tempo tornou-se uma coisa assustadora, pois atrás dela está o bicho papão, a desilusão, a desilusão de amor...
Eu não gosto de sofrer, não gosto de desilusões, mas vos garanto, adoro sentir-me feliz, sentir o coração tão cheio que parece que vai rebentar...
E, para terminar, na maioria das vezes é tão fácil ser feliz...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Uma nerd de cabedal...


Nos últimos tempos tem sido frequente ser chamada de nerd (espero eu com conotação positiva), mas pus-me a pensar, o que é uma nerd?

Fui ao google e de acordo com a Wikipédia (esta maravilhosa ferramenta do desengano) nerd é o seguinte:

"Nerd é um termo que descreve, de forma estereotipada, muitas vezes com conotação depreciativa, uma pessoa que exerce intensas actividades intelectuais, que são consideradas inadequadas para a sua idade, em detrimento de outras actividades mais populares. Por essa razão, um nerd é muitas vezes excluído de actividades físicas e considerado um solitário pelos seus pares. Pode descrever uma pessoa que tenha dificuldades de integração social e seja atrapalhada, mas que nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia."

Fiquei decepcionada...

Então quem "nutre grande fascínio por conhecimento ou tecnologia" está votado ao ostracismo social? Então quem " exerce intensas actividades intelectuais" tem que ser velho ou gordo ou então é nerd?

Afinal Nerd é uma asneira, um palavrão!!
Mas tenho que refutar esta descrição, pois não me considero uma atrapalhada social, nem uma solitária e adoro desenvolver várias actividades, quer intelectuais quer físicas.
Acho este género de estereótipo muito limitativo, pois parece que alguém estabelece a priori o que deves ser, a que categoria pertences e o que podes fazer dentro dessa categoria...
Pois digo-vos caríssimos, discordo destas ideias, acho que posso gostar de tecnologia e de sair à noite, posso gostar de ler livros e ter conversas fúteis, posso gostar do que quiser, sem medos, porque o mundo é isto mesmo, gostar do que querermos, viver o que gostamos e fazermos tudo por tudo para sermos felizes.