sábado, 7 de agosto de 2010

A lua no teu olhar


A lua entrou pelo teu olhar e encheu-te a alma... Assim que encontrou teus olhos meigos sentiu-se em casa e deixou-se ficar, perdida no morno suave...


Teus olhos acarinharam a lua e embalaram-na num sussurro de paixão... De ardor...

A lua ali ficou, tempos sem fim, tempos sem inicio, ficou e deixou-se ficar...


Os teus olhos aprisionaram a lua, com grades de veludo, fazendo-a desejar nunca mais sair...

A lua dançou, ao ritmo dos teus olhos, ao ritmo do teu coração, ao ritmo do teu calor...


A lua ficou para sempre nos teus olhos, divagando, querendo mais e querendo menos...
Os teus olhos reflectiram a luz da lua, com tal cumplicidade, com tal harmonia, fazendo-a ficar, enfeitiçada no teu olhar...

2 comentários:

  1. Foi o mais belo que escreveste.
    Na "geografia" do teu percurso que conheço, atingiste um cume entre outros ao teu alcance.
    A imagem das grades de veludo, é soberba.
    As personagens - lua e olhar - autenticam sentimentos impossibilitando qualquer identificação.

    ResponderEliminar